
Muitas
são as controvérsias sobre a diferença entre esses dois tipos de deficiência. Para
clarificar melhor, se faz necessário compreender que a SURDOCEGUEIRA é uma
terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas que tem perdas
visuais e auditivas concomitantemente em graus diferentes.
Já
a DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA é considerada como uma associação de duas deficiências
ou mais. Exemplo: física e psíquica; sensorial e psíquica; física, sensorial e
psíquica. Isto é, uma pessoa com múltipla deficiência é aquela que apresenta deficiência
visual e auditiva associadas a outras condições de comportamento o de comprometimentos,
sejam eles na área física, intelectual ou emocional e dificuldades de aprendizagem.
Independente
das limitações impostas pela deficiência que esses cidadãos venham a apresentar,
todos têm potenciais e habilidades que deverão ser descobertos e desenvolvidos
através de intervenções pedagógicas planejadas seriamente pelos profissionais
de educação que atuam no ambiente escolar, tendo em vista a qualidade do
processo de aprendizagem, para que alcancem a autonomia social, sempre com o
apoio da família.
Uma
das principais atividades que precisa ser realizada é a que envolve o
estabelecimento de um sistema de comunicação para que esses sujeitos sociais
usem a linguagem, em suas diversas formas, para se interferirem no meio e
também serem modificados culturalmente por ele, numa relação de troca entre o
mundo interior do ser humano e mundo exterior – sociedade e natureza.
Sendo
assim, ainda se faz necessário se instituir parcerias com profissionais da área
de saúde visando cuidar dessas pessoas de maneira integral, para que o seu
desenvolvimento seja satisfatório, não as impedindo de ter seus direitos legais
garantidos na prática social diária.