A educação de pessoas com surdez no Brasil vivenciou práticas
sócioeducativas fundamentados nos mais variados paradigmas ideológicos,
ocasionando muitos transtornos para esses cidadãos de direitos.
Muitos combates entre oralistas e gestualistas tomaram
grandes dimensões no campo político e epistemológico sempre em busca da
fundamentação de suas atuações juntos aos indivíduos com perda sensorial
auditiva, focando suas discussões no
levantamento do sucesso ou do fracasso escolar para responsabilizar essa ou
aquela concepção e suas práticas pedagógicas específicas. Sendo assim, se
secundariza os debates sobre como valorizar o potencial individual e coletivo
que precisa ser visto e desenvolvido das pessoas com surdez, promovendo a
descontextualização das relações sociais das quais fazem parte, relegado-as a
uma condição excludente ou a uma minoria.
O Atendimento Educacional Especializado com Pessoas com Surdez (AEE PS) deve acontecer
de maneira a valorizar a pessoa com surdez, explicando que enquanto muitos
ficam em embates teóricos para buscar fundamentações para sua prática
educacional, esses estudantes deixam de ser ouvidos, não tendo suas
necessidades pedagógicas e socioafetivas atendidas, prejudicando o
desenvolvimento das suas potencialidades e habilidades.
Na perspectiva inclusiva, o
AEE PS estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do
potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno
desenvolvimento e aprendizagem.
O AEE PS deve ser visto como
construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais, sendo o
conhecimento compreendido como uma teia de relações, na qual as informações se
processem como instrumento de interlocução e de diálogo.
O professor que atua no AEE
PS deve transformar sua prática pedagógica, conectando teoria e prática, a sala
de aula comum e o AEE, numa visão complementar, sustenta-se a base do fazer
pedagógico desse atendimento.
É dentro desta proposta que
o bilingüismo busca consolidar suas práticas educativas, vendo a pessoa com
surdez como um ser humano biopsicossocial cognitivo cultural, organizando o AEE PS por meio de contextos, alicerçados nas
representações sociais e nos legados culturais e científicos da humanidade,
representados em epistemes.
Portanto,, o AEE OS deve ser
visto como construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais,
sendo o conhecimento compreendido como uma teia de relações, na qual as
informações se processem como instrumento de interlocução e de diálogo,
legitimando esse atendimento por meio da Política Nacional de Educação Especial
na Perspectiva Inclusiva, tendo o AEE como função organizar o trabalho
complementar para a classe comum, com vistas à autonomia e à independência
social, afetiva, cognitiva e linguística da pessoa com surdez na escola e fora
dela.
Sendo assim, no contexto hodierno, se luta para
que as pessoas com surdez sejam atendidas em ambientes educacionais
estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade
perceptivo-cognitiva. Isso vai além da simples, mais complexa aprendizagem de
uma língua
Referência:
Coletânea
UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas
com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção, p. 46-57.

Carla suas colocações são pertinentes, observa-se que o Bilinguismo pode e deve ser incentivado na educação da Pessoa com Surdez.
ResponderExcluirDe fato Carla ao invés de discussões sobre qual a melhor forma de ensinar a esse estudante, deve-se focar no que pode ser feito já. É necessário que o professor busque estratégia para favorecer a comunicação e a aprendizagem da pessoa com surdez.
ResponderExcluirDe fato Carla ao invés de discussões sobre qual a melhor forma de ensinar a esse estudante, deve-se focar no que pode ser feito já. É necessário que o professor busque estratégia para favorecer a comunicação e a aprendizagem da pessoa com surdez. (O comentário acima é meu, é que o e-mail de meu irmão estava aberto e seguiu como se fosse ele)
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