Refletindo sobre as dificuldades enfrentadas para que as vivências pedagógicas para que Educação Inclusiva seja uma realidade em todas as escolas do nosso país, me deparo com profissionais de educação que não aceitam a inclusão por não estarem academicamente preparados para trabalharem com alunos com necessidades específicas. Porém, quando comecei a atuar como professora de AEE, também senti muitas dificuldades no processo de busca para qualificar o meu trabalho juntos aos estudantes atendidos, suas famílias, professores de sala e demais funcionários das unidades educacionais onde atuava. Mas, essa problemática, foi fator motivacional para que eu almejasse a melhoria das intervenções pedagógicas vivenciadas no cotidiano das escolas onde trabalho.
O texto da professora Sonia Maria Rodrigues, do Curso de Pedagogia da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG/CBH), leva-nos a pensar sobre essa “situação problemática” colocada, muitas vezes, como empecilho para que a inclusão ocorra de maneira menos traumatizante. O texto nos faz refletir quais os caminhos que devemos seguir para proporcionar aos profissionais de educação uma formação que contemple os saberes necessários para educar a todos.
Educação só é de fato educação se todos puderem ter acesso. Isso não significa garantia de matrícula apenas, mas um atendimento com um olhar educativo, visando a formação integral, onde os saberes trabalhos objetivem o desenvolvimento (construção) de conhecimentos/habilidades que favoreçam a autonomia de cidadãos. Para que isso aconteça, se faz necessário garantir que a legislação educacional vigente seja praticada, também, à medida que se proporcione formação continuada a todos os docentes, em todos os níveis de escolaridade, para que não visualizemos os alunos com necessidades específicas com problemas, mas como pessoas que estão tendo a oportunidade de crescer como estudantes, e principalmente, cidadãos em formação.
A atitude de olhar para as limitações qualquer um pode ter, mas olhar para as possibilidades e potencialidades de cada indivíduo só seres humanos verdadeiramente desenvolvidos em sua essência de “ser humano” podem ter.
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